Consulta e tratamento

Cuidados capilares em casa: como lavar, com que frequência e o que evitar

Na Cordis Vita, repetimos uma frase em quase toda consulta: a base do cuidado acontece em casa. Procedimentos feitos na clínica potencializam os resultados, mas quem cuida do couro cabeludo nos outros dias da semana é você. E os erros mais comuns são simples de corrigir, uma vez que se entende o porquê de cada passo.

Como lavar o cabelo do jeito certo?

  1. Molhe bem o cabelo com água morna, até a raiz ficar encharcada.
  2. Shampoo na raiz, não no comprimento. Distribua uma pequena quantidade no couro cabeludo, dividindo por áreas se o cabelo for volumoso.
  3. Massageie com a ponta dos dedos, em movimentos circulares, sem as unhas. A massagem solta a oleosidade e as células mortas sem machucar a pele.
  4. Deixe agir, se o shampoo for de tratamento. Shampoos específicos, como os para dermatite, precisam de alguns minutos em contato com a pele.
  5. Enxágue muito bem. A espuma que escorre limpa o comprimento, que em geral não precisa ser esfregado.
  6. Repita se necessário. Em raiz muito oleosa, a segunda aplicação limpa de verdade.
  7. Condicionador no comprimento e nas pontas, longe da raiz. Deixe agir e enxágue.

Com que frequência lavar?

Não existe uma regra única. A frequência certa é a que não deixa sebo, suor e resíduos se acumularem na raiz. Como referência:

Tipo de couro cabeludo e fioFrequência que costuma funcionar
Couro cabeludo oleoso, fio lisoTodos os dias ou em dias alternados
Couro cabeludo normalA cada dois ou três dias
Couro cabeludo seco, fios cacheados ou cresposMais espaçada, conforme a necessidade
Com dermatite seborreicaMais frequente, com shampoo específico
Depois de treino com muito suorSempre que suar muito, ao menos um enxágue da raiz

Quem tem couro cabeludo oleoso pode lavar todos os dias sem culpa. Veja couro cabeludo oleoso.

Secar faz diferença?

Faz. Raiz úmida e abafada, principalmente presa ou no travesseiro, é o ambiente ideal para a proliferação de fungos, que pioram a oleosidade, a coceira e a descamação.

  • seque a raiz com secador em temperatura morna, a alguns centímetros do couro cabeludo;
  • tire o excesso de água do comprimento com toalha de microfibra ou camiseta de algodão, apertando, sem esfregar;
  • não durma com a raiz molhada.

O que evitar no dia a dia?

  • Água muito quente, que estimula a oleosidade e resseca.
  • Óleos, cremes e finalizadores na raiz, principalmente em quem é oleoso ou tem dermatite.
  • Coçar com as unhas e arrancar escamas.
  • Tração: rabo de cavalo apertado, coque puxado e tranças presas todos os dias.
  • Calor alto e frequente: chapinha e secador quente no fio molhado.
  • Química em sequência, sem intervalo entre os procedimentos. Veja quebra ou queda de cabelo.
  • Trocar de produto a cada semana: dê tempo para o couro cabeludo responder.
  • Receitas caseiras com limão, vinagre, bicarbonato ou óleos essenciais puros aplicados direto na pele.

Escova, pente e fronha

  • Desembarace das pontas para a raiz, com pente de dentes largos, e com o cabelo com condicionador se ele embaraça muito.
  • Lave escovas e pentes toda semana: eles acumulam sebo, pele e resíduos.
  • Troque a fronha com frequência, e prefira tecidos mais lisos, que causam menos atrito.

E os produtos de tratamento?

Tônicos, loções e shampoos de tratamento podem fazer parte do protocolo, mas não são necessários para todos, e o ativo certo depende da causa do que está acontecendo com o seu cabelo. Usar o produto errado, ou o certo do jeito errado, é um dos motivos mais comuns de o cuidado em casa não render.

Na avaliação, a rotina é montada com você: quais produtos, em que ordem, com que frequência e por quanto tempo, cabendo no seu dia a dia. Veja como funciona em primeira consulta de tricologia.

A rotina fora do banheiro

O cabelo também responde ao que acontece no resto da vida:

  • alimentação com proteína e ferro suficientes. Veja alimentação e saúde capilar;
  • sono e gestão do estresse, que influenciam a oleosidade, a inflamação e o ciclo do fio;
  • proteção contra o sol, o cloro e o sal, que ressecam os fios.

Em resumo

Lavar o couro cabeludo na frequência certa, com água morna e shampoo na raiz, condicionador no comprimento, secar a raiz e reduzir calor, tração e química: esse é o básico que sustenta qualquer tratamento. A clínica soma, mas a constância em casa é o que faz o resultado aparecer. Para entender por que o couro cabeludo é o centro de tudo, leia saúde do couro cabeludo.

Perguntas frequentes

Depende do couro cabeludo e do tipo de fio. Quem tem cabelo liso e couro cabeludo oleoso pode precisar lavar todos os dias; cabelos secos, cacheados e crespos costumam ir bem com lavagens mais espaçadas. O que importa é não deixar sebo e resíduos acumularem na raiz.

O ideal é não. A raiz úmida e abafada no travesseiro favorece a proliferação de fungos e piora a oleosidade e a coceira em quem tem tendência. Seque ao menos a raiz antes de dormir.

Água muito quente estimula a oleosidade, resseca a barreira do couro cabeludo e deixa os fios mais frágeis. Água morna é a melhor escolha.

Depende do seu caso. Tônicos e loções podem fazer parte do protocolo, mas não são necessários para todos, e o ativo certo depende da avaliação.

Referências

  1. Higiene capilar. Sociedade Brasileira de Dermatologia
  2. Tips for healthy hair. American Academy of Dermatology
  3. 10 hair care habits that can damage your hair. American Academy of Dermatology
  4. Cuidados com os cabelos. Sociedade Brasileira de Dermatologia

Conteúdo informativo, escrito para ajudar você a entender o que acontece com os seus fios. Ele não substitui uma avaliação individual. Se você tem queda intensa, falhas, dor, feridas ou sintomas no corpo, procure atendimento.

Primeiro passo

Vamos entender o que os seus fios estão dizendo

A avaliação começa com uma conversa e a tricoscopia do couro cabeludo.