Consulta e tratamento

Quanto tempo o tratamento capilar leva para dar resultado?

"Em quanto tempo vou ver resultado?" é, talvez, a pergunta mais feita no consultório. E é justa: ninguém quer investir tempo e dinheiro sem saber o que esperar. A resposta honesta é que o cabelo tem um ritmo próprio, que não dá para acelerar. Entender esse ritmo ajuda a atravessar os primeiros meses com tranquilidade, e a não desistir antes da hora.

Por que o tratamento capilar demora?

Por dois motivos que vêm da biologia do fio.

O cabelo cresce devagar. Em média, cerca de um centímetro por mês. Um fio novo que começa a nascer hoje leva meses para ficar visível no meio do cabelo e muito mais para acompanhar o comprimento dos outros.

O folículo funciona em ciclos. Cada fio passa por uma fase de crescimento, que dura anos, uma de transição, que dura semanas, e uma de repouso, que dura cerca de três meses. Qualquer tratamento que atua no folículo precisa esperar que ele passe por essas fases para que a mudança apareça no fio que nasce. Veja o ciclo em detalhes em queda de cabelo: quanto é normal cair.

O que esperar, fase a fase

O ritmo varia de acordo com a causa e com cada pessoa, mas, de forma geral:

MomentoO que costuma acontecer
Primeiras semanasCouro cabeludo mais equilibrado: menos oleosidade, coceira e descamação, quando essas são queixas
Primeiros mesesQueda começa a diminuir; na tricoscopia, sinais iniciais de fios novos e menos inflamação
Por volta de seis mesesFios novos mais visíveis, principalmente na linha da testa e na risca; ganho de espessura na tricoscopia
Um anoMomento de avaliar o resultado de forma mais completa e definir a manutenção

Em causas passageiras, como o eflúvio telógeno depois de uma febre, a recuperação pode ser mais rápida, porque o folículo está saudável e só precisa voltar ao ritmo. Em quadros progressivos, como a alopecia androgenética, o primeiro resultado é estabilizar, e isso já é ganho.

Por que a tricoscopia vê antes do espelho?

Porque as primeiras mudanças acontecem em escala pequena: fios que engrossam alguns centésimos de milímetro, mais fios saindo de cada unidade, menos vermelhidão ao redor dos folículos. No espelho, isso só aparece quando se soma em milhares de fios.

Por isso, na Cordis Vita, a tricoscopia digital é repetida nos mesmos pontos a cada retorno. As imagens lado a lado mostram a evolução de forma objetiva, e são elas que orientam os ajustes do protocolo.

Pode cair mais no começo?

Com alguns tratamentos, sim. Quando o folículo é estimulado, fios que estavam em repouso podem ser empurrados para fora pelos fios novos, e a queda aumenta por algumas semanas. Isso assusta, mas não costuma significar piora. Se acontecer, fale no retorno: é avaliado caso a caso.

O que acelera, e o que atrasa, o resultado?

Ajuda:

Atrasa:

  • interromper e retomar o protocolo várias vezes;
  • trocar de produto a cada semana;
  • química e calor em excesso durante o tratamento;
  • dietas restritivas e novos gatilhos de estresse ou doença.

O tratamento tem fim?

Depende do quadro. Quedas com causa passageira podem ter alta depois que o cabelo se recupera e o gatilho está resolvido. Quadros progressivos, como a alopecia androgenética, costumam precisar de manutenção, com retornos mais espaçados, porque parar o cuidado faz o processo voltar a avançar.

Em resumo

O tratamento capilar acompanha o ritmo do fio: cerca de um centímetro por mês e ciclos que duram meses. Os primeiros sinais aparecem na tricoscopia antes do espelho, e a avaliação completa é feita ao longo de meses. Constância, paciência e acompanhamento de perto são o que transforma protocolo em resultado. Para entender como funciona o acompanhamento, leia o que é tricologia.

Perguntas frequentes

Depende da causa. Num eflúvio telógeno, a queda costuma diminuir alguns meses depois que o gatilho é resolvido. Em quadros progressivos, como a alopecia androgenética, o primeiro objetivo é estabilizar, o que também leva alguns meses.

Com alguns tratamentos, pode haver uma fase inicial de queda maior, porque fios em repouso são substituídos por fios novos. Isso é avaliado caso a caso e acompanhado nos retornos.

Depende do quadro. Quedas com causa passageira podem ter alta. Quadros progressivos, como a alopecia androgenética, costumam precisar de manutenção, porque parar faz o processo voltar a avançar.

Pela comparação de imagens da tricoscopia nos mesmos pontos ao longo do tempo, que mostra fios mais grossos, mais fios por unidade e menos inflamação antes de o volume aparecer no espelho.

Referências

  1. The hair cycle. Journal of Cell Science, 2006
  2. Conheça os cabelos. Sociedade Brasileira de Dermatologia
  3. Hair loss: Tips for managing. American Academy of Dermatology

Conteúdo informativo, escrito para ajudar você a entender o que acontece com os seus fios. Ele não substitui uma avaliação individual. Se você tem queda intensa, falhas, dor, feridas ou sintomas no corpo, procure atendimento.

Primeiro passo

Vamos entender o que os seus fios estão dizendo

A avaliação começa com uma conversa e a tricoscopia do couro cabeludo.